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Centro Interativo da Mata Atlântica - CIMA

O Boletim da SBBr sempre traz alguma notícia do CIMA-RJ, o Centro Interativo da Mata Atlântica
do Rio de Janeiro, projeto iniciado ainda na gestão do Presidente Luiz Felipe Nevares de
Carvalho e situado na região do Vale da Boa Esperança, Petrópolis. Às vezes o projeto avança,
às vezes segue mais devagar, no ritmo ditado pelas usuais dificuldades enfrentadas pelos
projetos culturais e científicos no Brasil. Já quase concluído e contando com uma estufa -
Bromeliário Nacional - o CIMA-RJ aguardava a chance de ser inaugurado ainda em 2003, o que
terminou não acontecendo.
Porém, quase no apagar das luzes deste difícil ano, chegou a grande notícia: Não somente as
obras serão terminadas, mas ganharão um presente inestimável - as preciosas pinceladas
arquitetônicas da dupla Pedro Quintanilha e Mauro Otero, arquitetos autores, entre outros
projetos, do Condomínio Quinta do Lago e da sede da APA-Petrópolis (Área de Proteção Ambiental
de Petrópolis - Ver Boletim de abril/maio de 2003), ambas na região de Itaipava, meca do
turismo classe A fluminense. A participação dos arquitetos veio através de uma medida
compensatória, ou seja, um tipo de colaboração que os grandes projetos dão ao meio ambiente
para serem licenciados.
A origem desta medida compensatória foi um novo loteamento - o Vale do Barão - igualmente
assinado pela dupla de arquitetos, situado na localidade de Pedro do Rio, e que traz inovações
de adequação ambiental. O Vale do Barão contará com uma reserva florestal que protegerá
notáveis populações de Alcantarea imperialis vináceas, além de outras plantas ameaçadas. Seus
habitantes terão que seguir rigorosas regras de convivência com o meio ambiente. Os
empreendedores resolveram investir sua medida compensatória no projeto do CIMA-RJ e o desenho
do Centro de Visitantes receberá modificações assinadas pelos conceituados arquitetos.
Outra fantástica novidade foi a decisão dos proprietários vizinhos do CIMA-RJ de implantar duas
RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) que se integrarão ao projeto da SBBr e
serão por ela manejados. É o grande sonho da Sociedade Brasileira de Bromélias-SBBr que vai
aos poucos se transformando na realidade da conservação e da educação ambiental.
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